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Alimentação anti-inflamatória: o que colocar no prato

Inflamação crônica está ligada a doenças cardíacas, diabetes e até depressão. Saiba quais alimentos combatem esse processo e como montar um cardápio saudável.

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Nutr. Carla Moraes·29 jul 2026

Inflamação é uma resposta natural do sistema imunológico. O problema surge quando ela se torna crônica e de baixo grau — presente o tempo todo, sem um agressor visível. Esse estado está associado a obesidade, doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2 e até depressão.

O que causa inflamação crônica?

Açúcar refinado, gorduras trans, farinhas ultraprocessadas, excesso de ômega-6 (encontrado em óleos vegetais refinados) e álcool são os principais vilões alimentares. Estresse crônico, sedentarismo e privação de sono também alimentam o processo inflamatório.

Alimentos que reduzem a inflamação

Peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum) ricos em ômega-3 são os campeões anti-inflamatórios. Azeite de oliva extra virgem contém oleocanthal, com ação similar ao ibuprofeno. Cúrcuma com piperina, gengibre, frutas vermelhas e vegetais de folhas escuras completam a lista.

O papel dos polifenóis

Frutas, chás, cacau e vinho tinto (com moderação) são ricos em polifenóis — compostos vegetais que modulam vias inflamatórias no nível celular. O chá verde, em particular, tem ampla evidência científica de redução de marcadores inflamatórios como a PCR.

Como montar um prato anti-inflamatório

Metade do prato com vegetais coloridos, um quarto com proteína de qualidade (peixe, leguminosas ou frango orgânico) e um quarto com carboidratos de baixo índice glicêmico (batata-doce, arroz integral, quinoa). Regue com azeite e tempere com ervas e especiarias em vez de sal.

O que evitar

Refrigerantes, salgadinhos, pães brancos, embutidos e fast food devem ser excepção, não rotina. Uma dica prática: se o produto tem mais de 5 ingredientes na embalagem ou contém nomes que você não reconhece, provavelmente é ultraprocessado e pró-inflamatório.