O Brasil tem sol o ano inteiro e ainda assim cerca de 60% da população tem deficiência ou insuficiência de vitamina D. Como isso é possível? A resposta está em um conjunto de hábitos modernos que praticamente eliminaram a exposição solar efetiva da rotina da maioria das pessoas.
Por que a deficiência é tão comum
Trabalho em ambientes fechados, uso excessivo de protetor solar (necessário, mas que bloqueia a síntese cutânea), roupas que cobrem o corpo, poluição atmosférica e o fato de que a maioria das pessoas só sai durante horários de baixa intensidade solar explicam a epidemia de deficiência.
O que a vitamina D faz no corpo
A vitamina D não é apenas um nutriente — funciona como um hormônio que regula mais de 200 genes. Ela é essencial para a absorção de cálcio, saúde óssea, função imunológica, regulação do humor, controle da inflamação e até expressão genética relacionada ao risco de câncer.
Sintomas da deficiência
Fadiga inexplicada, dores musculares e ósseas difusas, infecções frequentes, depressão ou baixo humor, queda de cabelo e dificuldade de cicatrização são sinais comuns. O problema é que esses sintomas são vagos e frequentemente atribuídos a outras causas.
Como saber se você é deficiente
O exame é simples: dosagem sérica de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D). Níveis abaixo de 20 ng/mL configuram deficiência; entre 20 e 30 ng/mL, insuficiência. O ideal para a maioria das pessoas é manter entre 40 e 60 ng/mL.
Como repor
Exposição solar de 15 a 20 minutos em braços e pernas entre 10h e 14h, sem protetor solar, na maioria dos dias — mas com cuidado para não queimar. Quando impossível, suplementação de vitamina D3 (colecalciferol) com vitamina K2 (para direcionar o cálcio aos ossos) é a alternativa mais eficaz.